quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Xote  Trajetorial.(Letra Ruy Rodrigues – Música Gustavo Rolo)


Em                                           Am7
Sem saudosismo barato e vazio
                    D7(9)                                G7M
Penso no ontem encarnado no presente
                   C7M                                   F#m7(b5)
Trago na mente a certeza de um futuro
                 B7(b9)                            Em
Onde  a verdade vai por fim, absoluta
               D                         G
Tomar posse da sua realeza
              D                                G
Eu acredito, alias tenho certeza
                 Am7           B7              Em
Que este tempo de fato vai chegar
                 F#m7(b5)       B7(b9)     Em
Canto a certeza do verbo esperançar!

                         D                                                G
REF.     Ainda tenho meu velho chapéu de couro
                       D                               G
           Ainda tenho mania de violão
                       F#m7(b5)           B7(b9)           Em
           Ainda sonho com um velho mundo novo
                      F#m7(b5)       B7(b9)               Em
           Ainda penso, pensando com o coração!

Em                                                   Am7
Vamos cantar este mote verdadeiro
                    D7(9)                      G7M
Vamos saudar a certeza da vitória
                   C7M                             F#m7(b5)
Vamos brindar esta nossa trajetória
                 B7(b9)                           Em
Vamos gritar: Viva a Santa Poesia
                D                                    G
E se abraçar no raiar do lindo dia
                      D                                             G
Onde a maldade não vai poder mais falar
                 Am7           B7              Em
Vamos depressa não vamos nos atrasar
               F#m7(b5)   B7(b9)         Em

No tempo certo os Tempos vão se abraçar!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

INSPIRAÇÃO


Quando vem a inspiração
Nem adianta pensar
É trem que anda na linha
Navio que afunda no mar
É água de ribanceira
É balão que vai pro ar

É pensador a pensar
Nas coisas do Pai Eterno
Pois já disse Zé Limeira
O macho da perna é o perno
O pensamento viaja
Pelo além pós-moderno

Escreva no seu caderno
O que agora eu desdigo
Quando eu estou com raiva
Até com eu mesmo eu brigo
Troco até meu nome
Me chamo de Ruy Rodrigo


Maceió(AL), depois da greve 2004


Bacurim.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Poesias para Maria Ana

Poesias Surubinenses feitas no período de 2001 e 2002 para Maria Ana, filha de nossos amigos Luisinho e Suely. 


MARIA ANA

Vou dizer meu verso simples
Mas completo de razão
Pra falar de uma pessoa
Com alegria e emoção
Que chegou no novo século
Nesta nossa dimensão

Só Deus Pai da criação
É quem pode explicar
O mistério desta vida
Um dia vai nos contas
Como que surge do nada
Pra em gente se formar

Pois bem quero falar
O poeta não se engana
Deste pequenino ser
Que chegou nesta semana
E que recebeu o nome
Lindo nome Maria Ana

Já por si o nome Ana
Tem força da tradição
Pois guardiã da família
Da nossa religião
Sendo a mãe de Maria
É avó da salvação

E de maior tradição
Da pura sabedoria
A mais simples das mulheres
A aurora estrela guia
Este nome abençoado
Nome doce da Maria

Assim de muita alegria
Pois o Senhor assim quis
Seja agora e pela vida
Todo tempo bem feliz
Parabéns toda família
De Suely e Luiz.




Surubim, 16 de Janeiro de 2001.



PARABÉNS MARIA ANA


Outra vez aqui de novo
A Deus nosso Pai eu louvo
Por mandar chuva pro povo
Que sofre no meu sertão
E por no meio da semana
Ter uma festa tão bacana
A festa de MARIA ANA
Causa de animação

Esta frágil criatura
Que da pureza é figura
Pois toda criança é pura
O poeta não se engana
E eu aqui novamente
Cantando novo repente
Vamos dizer minha gente
Parabéns MARIA ANA

Com um ano de idade
É grande a novidade
Avó vem de outra cidade
Vem pro parabéns cantar
Luisinho e Suely
Quase não param de ri
Neto que está por aqui
Com a irmã a brincar

Parabéns pra esta menina
Que sejam de bênção a sina
Nesta terra agrestina
Cresça em idade e graça
Pra alegrar toda gente
Do Ceará competente
Pra Surubim boa praça



Surubim, 16 de Janeiro de 2002.

domingo, 17 de julho de 2011

Nem Freud sabe explicar


Poesia apresentada na ocasião da Colação de grau de minha filha, Maria Natália, representando os pais dos formandos.



Boa noite minha gente

Vai a minha saudação

Para todos neste ato

Carregado de emoção

No meu verso popular

Em especial saudar

A turma da colação


Eu falo com o coração

Pais e mães eu represento

Me sinto muito feliz

Grande meu contentamento

Sei pouca psicologia

Mas falo da alegria

Da grandeza do momento


Elevo meu pensamento

Para Deus Pai criador

Agradeço pela vida

Pela graça do amor

E esta turma especial

Que hoje aqui cola grau

Confirmando seu valor


Cada um sabe o labor

Para cada um chegar

Neste dia, nesta hora

Foi luta pra se danar

Foi tanta dificuldade

Olhe eu digo de verdade

Nem Freud sabe explicar


E para finalizar

Paz e saúde na vida

Parabéns para nós todos

Nesta data tão querida

E assim só pra babar

Quero homenagear

Maia Natália

Minha psicóloga preferida.



Ruy Rodrigues

Maceió-Al, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Disse e Digo

Se eu disser: é livre arbítrio
Você diz: é o destino
Se eu disser que é gente grande
Você diz é um menino
Se que disser que é sulista
Você diz é nordestino

Se eu disser é Beu Paulino
Você diz é Benvenuto
Se eu disser que é indeciso
Você diz é resoluto
Se eu disser: sou praciante
Você diz que eu sou matuto

Se eu disser absoluto
Você diz é relativo
Se eu disser é solução
Você diz: paliativo
Se eu disser que é indigesto
Você diz que é digestivo

Se eu falar é repulsivo
Você diz é um amor
Se eu disser que sou escravo
Você diz que é senhor
Se eu disser ôh cheiro bom
Você diz eita fedor

Se eu disser é Salvador
Você diz Rio de Janeiro
Se eu disser que só no Crato
Você diz no Juazeiro
Se eu disser tô no Iguatu
Você diz fui pra Salgueiro

Se eu disser sou o primeiro
Você diz é o segundo
Se eu disser cacimba rasa
Você diz riacho fundo
Se eu disser que é tio Antonio
Você diz é tio Raimundo

Se eu disser que é moribundo
Você diz é neonatal
Se eu disser Semana Santa
Você diz é carnaval
Se eu disser que é sertão
Você diz que é Litoral

Se eu disser que é Natal
Você diz que é São João
Se eu disse que é uma corrida
Você diz que é procissão
Se eu disser que é Apolinário
Você diz é Gavião

Se eu disser que é Lampião
Você diz é Ariano
Se disser roupa do couro
Você diz que é de pano
Se eu disser sou Cearense
Você diz Alagoano

Se falar que é profano
Você diz que é beato
Se eu falar tudo é verdade
Você diz tudo é boato
Se eu disser que é filé
Você diz é só o fato

Se disser eu sou do mato
Você diz que é da cidade
Se eu disser que é por amor
Você diz por caridade
Se eu falar meia – mentira
Tu falas meia – verdade

Se eu disser felicidade
Você diz muita tristeza
Se eu disser ir pro Recife
Você diz prá Fortaleza
Se eu disser salve o Icatu
Você quer Forró Beleza

Minha terra com certeza
È melhor que o Cariri
Agora quebro o contrato
Almoço arroz com pequi
Quem escreve é o poeta
Que é filho de seu Bibi!





Nas Alagoas, Novembro de 2006.

Contatos

Para maiores informações, contato com o autor, dúvidas ou sugestões:
ruy.r@ig.com.br
ou
benita.rodrigues@hotmail.com

obrigada.