quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Poesias para Maria Ana

Poesias Surubinenses feitas no período de 2001 e 2002 para Maria Ana, filha de nossos amigos Luisinho e Suely. 


MARIA ANA

Vou dizer meu verso simples
Mas completo de razão
Pra falar de uma pessoa
Com alegria e emoção
Que chegou no novo século
Nesta nossa dimensão

Só Deus Pai da criação
É quem pode explicar
O mistério desta vida
Um dia vai nos contas
Como que surge do nada
Pra em gente se formar

Pois bem quero falar
O poeta não se engana
Deste pequenino ser
Que chegou nesta semana
E que recebeu o nome
Lindo nome Maria Ana

Já por si o nome Ana
Tem força da tradição
Pois guardiã da família
Da nossa religião
Sendo a mãe de Maria
É avó da salvação

E de maior tradição
Da pura sabedoria
A mais simples das mulheres
A aurora estrela guia
Este nome abençoado
Nome doce da Maria

Assim de muita alegria
Pois o Senhor assim quis
Seja agora e pela vida
Todo tempo bem feliz
Parabéns toda família
De Suely e Luiz.




Surubim, 16 de Janeiro de 2001.



PARABÉNS MARIA ANA


Outra vez aqui de novo
A Deus nosso Pai eu louvo
Por mandar chuva pro povo
Que sofre no meu sertão
E por no meio da semana
Ter uma festa tão bacana
A festa de MARIA ANA
Causa de animação

Esta frágil criatura
Que da pureza é figura
Pois toda criança é pura
O poeta não se engana
E eu aqui novamente
Cantando novo repente
Vamos dizer minha gente
Parabéns MARIA ANA

Com um ano de idade
É grande a novidade
Avó vem de outra cidade
Vem pro parabéns cantar
Luisinho e Suely
Quase não param de ri
Neto que está por aqui
Com a irmã a brincar

Parabéns pra esta menina
Que sejam de bênção a sina
Nesta terra agrestina
Cresça em idade e graça
Pra alegrar toda gente
Do Ceará competente
Pra Surubim boa praça



Surubim, 16 de Janeiro de 2002.

domingo, 17 de julho de 2011

Nem Freud sabe explicar


Poesia apresentada na ocasião da Colação de grau de minha filha, Maria Natália, representando os pais dos formandos.



Boa noite minha gente

Vai a minha saudação

Para todos neste ato

Carregado de emoção

No meu verso popular

Em especial saudar

A turma da colação


Eu falo com o coração

Pais e mães eu represento

Me sinto muito feliz

Grande meu contentamento

Sei pouca psicologia

Mas falo da alegria

Da grandeza do momento


Elevo meu pensamento

Para Deus Pai criador

Agradeço pela vida

Pela graça do amor

E esta turma especial

Que hoje aqui cola grau

Confirmando seu valor


Cada um sabe o labor

Para cada um chegar

Neste dia, nesta hora

Foi luta pra se danar

Foi tanta dificuldade

Olhe eu digo de verdade

Nem Freud sabe explicar


E para finalizar

Paz e saúde na vida

Parabéns para nós todos

Nesta data tão querida

E assim só pra babar

Quero homenagear

Maia Natália

Minha psicóloga preferida.



Ruy Rodrigues

Maceió-Al, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Disse e Digo

Se eu disser: é livre arbítrio
Você diz: é o destino
Se eu disser que é gente grande
Você diz é um menino
Se que disser que é sulista
Você diz é nordestino

Se eu disser é Beu Paulino
Você diz é Benvenuto
Se eu disser que é indeciso
Você diz é resoluto
Se eu disser: sou praciante
Você diz que eu sou matuto

Se eu disser absoluto
Você diz é relativo
Se eu disser é solução
Você diz: paliativo
Se eu disser que é indigesto
Você diz que é digestivo

Se eu falar é repulsivo
Você diz é um amor
Se eu disser que sou escravo
Você diz que é senhor
Se eu disser ôh cheiro bom
Você diz eita fedor

Se eu disser é Salvador
Você diz Rio de Janeiro
Se eu disser que só no Crato
Você diz no Juazeiro
Se eu disser tô no Iguatu
Você diz fui pra Salgueiro

Se eu disser sou o primeiro
Você diz é o segundo
Se eu disser cacimba rasa
Você diz riacho fundo
Se eu disser que é tio Antonio
Você diz é tio Raimundo

Se eu disser que é moribundo
Você diz é neonatal
Se eu disser Semana Santa
Você diz é carnaval
Se eu disser que é sertão
Você diz que é Litoral

Se eu disser que é Natal
Você diz que é São João
Se eu disse que é uma corrida
Você diz que é procissão
Se eu disser que é Apolinário
Você diz é Gavião

Se eu disser que é Lampião
Você diz é Ariano
Se disser roupa do couro
Você diz que é de pano
Se eu disser sou Cearense
Você diz Alagoano

Se falar que é profano
Você diz que é beato
Se eu falar tudo é verdade
Você diz tudo é boato
Se eu disser que é filé
Você diz é só o fato

Se disser eu sou do mato
Você diz que é da cidade
Se eu disser que é por amor
Você diz por caridade
Se eu falar meia – mentira
Tu falas meia – verdade

Se eu disser felicidade
Você diz muita tristeza
Se eu disser ir pro Recife
Você diz prá Fortaleza
Se eu disser salve o Icatu
Você quer Forró Beleza

Minha terra com certeza
È melhor que o Cariri
Agora quebro o contrato
Almoço arroz com pequi
Quem escreve é o poeta
Que é filho de seu Bibi!





Nas Alagoas, Novembro de 2006.

Benditança

Benditança

Nas horas de Deus
Da Virgem Maria amém
Se é de fazer o mal
(Meu Senhor) 3x
Faça o bem

I
Esta singela oração
Aprendi quando criança
Trago ela no meu peito
Tal rosário de esperança
É mensagem de bonança
Que trago no meu viver
Vou rezando roda hora
Em tudo que vou fazer

II
Quem pede a Jesus por nós
É Maria Concebida
Mãe de Deus e mãe da gente
Nossa mãe compadecida
Por isso na minha vida
Não me canso de rezar
Minha fé é companheira
Não deixa eu desanimar

III
Deus é Pai e Deus é Filho
É Espírito também
É trindade do amor
E o amor só faz o bem
À trindade digo amém
É certeza pro Cristão
E vamos rezar com fé
Canto e rezo a oração

IV
Nas horas mais complicadas
Nas horas de alegria
É tudo hora de Deus
Também da virgem Maria
Não me falte um só dia
Esperança de verdade
Não falte ao mundo inteiro
Justiça e fraternidade

V
Daqui para a eternidade
Só mesmo Deus nos conduz
Iluminar o caminho
Ele que é a própria luz
Cada um pegue sua cruz
Com força, coragem e fé
Pois quem guia nossa luta
É Jesus de Nazaré.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Arte Popular


A Cultura Nordestina

E a Arte Popular

A marca da nossa História

As coisas deste lugar

Pouco a pouco vão sumindo

Eu resolvi protestar


Não se pode aceitar

Como as coisas tão ficando

A arte de nossa terra

Aos poucos se acabando

E um povo sem cultura

Pra extinção vai marchando


O que venho observando

Nesta terra de Teixeira

É a falta de atenção

Pra cultura verdadeira

E a arte importada

Mantida na dianteira


Não pense que isto é besteira

Vou lhe dar explicação

Além de muito rock

Metalice e zoação

É bem pequeno o espaço

Para o nosso bom baião


E a aculturação

Vem com força tenha dó

Trio Duro na parada

Marcianas e Xororó

E se diz que é sertaneja

Nosso sertão é forro


Amarga que nem jiló

Quando é de madrugada

Eu ligar o meu radinho

Só escutar caipirada

Em qualquer uma estação

Tal cantiga combinada


A tarde a mesma zoada

Que entristece e não consola

Iguatu não é São Paulo

Goiás ou outra escola

Que saudades dos repentes

Canção, galope e viola


Pra não pedir esmola

Zé Ferreira foi embora

Lourival ta vai não vai

Tá no apertar da hora

Só canta quando viaja

Ou trás cantador de fora


Patrocínio sem demora

Divulgação bem legal

Pro garotos que imitam

Outros da América Central

Remexendo o bumbum

Etc e coisa e tal.


Eu pergunto afinal

Isto tá certo ou errado

Qual o real interesse

Ou quem paga o recado

Este povo é sem cultura

Ou tá sendo alienado


Os costumes de outro Estado

Ou mesmo do estrangeiro

Tem seu valor e lugar

Mas o Nordeste primeiro

Galo que nega sua raça

Vai pra fora do terreiro


Nosso sertão brasileiro

Mote, toada e repente

Coco de roda e baião

Vaquejada e aguardente

Cordel do nosso lugar

Cantiga de nossa gente


É necessário e urgente

De todos, nova postura

De quem tá no microfone

De quem produz a cultura

De quem tá pagando o som

De quem tá na prefeitura


Pra nossa vida futura

Peço a proteção Divina

Que nos livre do Japão

Abençoe a nossa sina

Viva a Arte Popular

E a Cultura Nordestina.


Ruy Rodrigues


Nota da 2ª edição: Este cordel foi produzido e editado

originalmente em Iguatu-Ce no ano de 1988. De lá pra cá, pra nossa tristeza,

pouca coisa mudou no campo da valorização da Cultura Popular.


2ª edição: Maceió (Al), Abril de 2006

Contatos

Para maiores informações, contato com o autor, dúvidas ou sugestões:
ruy.r@ig.com.br
ou
benita.rodrigues@hotmail.com

obrigada.