Só quero saúde e paz
O resto tudo é besteira
É isto que penso e falo
Agora e pra vida inteira
Lampião saiu de Serra
Cantando Mulher Rendeira
Dentro da minha carteira
Quero cédulas de esperança
Pensar e esperar de fato
Tempo pleno de bonança
Enquanto o Louro dançava
Ele balançava a pança
Enquanto o tempo avança
Eu busco a reta estrada
Sei que sou limitado
Mesmo assim sigo a jornada
Faltando o Mugunzá
Eu como mesmo coalhada
Escuto muita zoada
Nem tudo acho normal
Só tenho a agradecer
Ao meu Pai Celestial
Vou fazer um boi de bumba
Pra brincar no Carnaval
É lindo o litoral
Cenário de tal beleza
Maceió tem Pajuçara
Iracema em Fortaleza
Faz tempo que eu não vejo
A minha prima Tereza
Eu tenho muita fraqueza
Mas tenho bastante fé
Fé que um dia o Brasil mude
Seja melhor do que é
Se mudar pago promessa
Vou daqui à Roma à pé
O sino bate na Sé
Francisco é argentino
O melhor papa que vi
Desde o tempo de menino
Bem melhor que Maradona
Tem Zico e Rivelino
Vou seguindo o meu destino
Distante do meu torrão
Mesmo vivendo tão longe
Trago-o no coração
Menino pula fogueira
Velho soltando balão
Me falta inspiração
Para o verso terminar
Eita poesia complexa
Não sei onde vai parar
Você puxa o refrão
Eu respondo sem parar
Quem gosta de improvisar
Se chama de repentista
O verso do cantador
Coisa de grande artista
Talvez o bicho mais besta
Seja este tal de turista
Em Vitória da Conquista
Passei co m pouca demora
Faltando a terra de Deus
Chega a de Nossa Senhora
Eu acho que já tá bom
Por isso paro agora.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Iguatuando.
O coronel Belizário
Fez coisas que ninguém faz
Estudou os componentes
Daquela cola tenaz
Eita Iguatu de caboclo
Preto Velho e Pai Tomaz .
Fez coisas que ninguém faz
Estudou os componentes
Daquela cola tenaz
Eita Iguatu de caboclo
Preto Velho e Pai Tomaz .
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Outubro ou Nada
Outubro ou nada
Poeta é Mario Quintana
É comecinho de mês
É começo de semana
A vida ninguém engana
Não tem volta esta estrada
Quero mais de uma vez
Quero ou tudo ou nada!
Maceió, 2017.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Viva o Circo!
Com seis anos de idade
Já trabalhava no mundo
No circo do seu Javem
Que foi meu avô segundo
O primeiro era Vaivolta
E o circo era o São Raimundo.
Ruy do Caerá
Já trabalhava no mundo
No circo do seu Javem
Que foi meu avô segundo
O primeiro era Vaivolta
E o circo era o São Raimundo.
Ruy do Caerá
terça-feira, 12 de julho de 2016
Linha de Cumieira
Linha de Cumieira
Chico Benvas
meu amigo
Me preste
bem atenção
Um homem da
sua marca
Tem valor e
tradição
Semente da
Paraíba
Miolo de
macaíba
És um tronco
de mourão
Tu segues a
tradição
Do teu velho
Bevenuto
Se disser
que está feito
É dizer absoluto
Cangalha de aroeira
Linha de cumieira
Lá no dizer do matuto
Pendendo pro absoluto
Eita rima complicada
Chegando 2015
Só quero comer coalhada
E a sobremesa mais pura
Um taco de rapadura
Ou senão uma cocada
Alerta rapaziada
Que o coco é de roda
Um alô pra Isabel
Esta amiga da moda
Balançando meu ganzá
Quero ir a Araxá
Sei que ela não se incomoda.
02 de Janeiro de 2015
Ruy do Ceára
segunda-feira, 11 de julho de 2016
PABULAGEM
PABULAGEM
Na arte da poesia
Recebi um certo dom
Posso não ser dos melhores
Mas tem valor o meu tom
Sem querer me pabular
Eu acho que eu sou é bom
Minha viola tem som
Que anima a assistência
Posso não fazer repente
No nível da excelência
Mas quando pego um mais fraco
Bato sem usar clemência
Embora a minha aparência
De sujeito comportado
Me traga neste conceito
De ser pouco afamado
Chegando a hora precisa
Dou de conta do recado
Eu já bati em barbado
Que se dizia o tal
Da bandas do Ceará
Lá no meu solo natal
Eu só não vou citar nomes
Pois acho que pega mal
Uma vez no festival
Eu bati num cantador
Com tanta força o fiz
Com um osso de
corredor
Que ainda hoje me arrependo
Peço perdão ao Senhor
Outra vez em Senador
Eu cantando um desafio
Fiz o vinte virar trinta
Mudei o curso do rio
Bati num cego a traição
Não pode nem dar um pio
Eu mesmo já desconfio
Que um tal de Benvenuto
Agora quer ser
poeta
Estas coisas eu
escuto
Longe está de ser
poeta
Mais próximo de
prostituto
Este meu verso
matuto
Tem uma força estrondosa
Tem um poeta que
se pela
Quando escuta
minha prosa
Digo a primeira
letra
Lhe chamam de
Manga Rosa
Minha lira tão formosa
Humilhou o Camarão
E pra falar a verdade
Daqueles do meu sertão
Só respeito seu Bibi
Só por consideração
Maceió (AL), Abril
de 2004.
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