quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Valei-me.

Só quero saúde e paz
O resto tudo é besteira
É isto que penso e falo
Agora e pra vida inteira
Lampião saiu de Serra
Cantando Mulher Rendeira

Dentro da minha carteira
Quero cédulas de esperança
Pensar e esperar de fato
Tempo pleno de bonança
Enquanto o Louro dançava
Ele balançava a pança

Enquanto o tempo avança
Eu busco a reta estrada
Sei que sou limitado
Mesmo assim sigo a jornada
Faltando o Mugunzá
Eu como mesmo coalhada

Escuto muita zoada
Nem tudo acho normal
Só tenho a agradecer
Ao meu Pai Celestial
Vou fazer um boi de bumba
Pra brincar no Carnaval

É lindo o litoral
Cenário de tal beleza
Maceió tem Pajuçara
Iracema em Fortaleza
Faz tempo que eu não vejo
A minha prima Tereza

Eu tenho muita fraqueza
Mas tenho bastante fé
Fé que um dia o Brasil mude
Seja melhor do que é
Se mudar pago promessa
Vou daqui à Roma à pé

O sino bate na Sé
Francisco é argentino
O melhor papa que vi
Desde o tempo de menino
Bem melhor que Maradona
Tem Zico e Rivelino

Vou seguindo o meu destino
Distante do meu torrão
Mesmo vivendo tão longe
Trago-o no coração
Menino pula fogueira
Velho soltando balão

Me falta inspiração
Para o verso terminar
Eita poesia complexa
Não sei onde vai parar
Você puxa o refrão
Eu respondo sem parar

Quem gosta de improvisar
Se chama de repentista
O verso do cantador
Coisa de grande artista
Talvez o bicho mais besta
Seja este tal de turista

Em Vitória da Conquista
Passei co m pouca demora
Faltando a terra de Deus
Chega a de Nossa Senhora
Eu acho que já tá bom
Por isso paro agora.




terça-feira, 3 de outubro de 2017

Iguatuando.

O coronel Belizário
Fez coisas que ninguém faz
Estudou os componentes
Daquela cola tenaz
Eita Iguatu de caboclo
Preto Velho e Pai Tomaz .

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Outubro ou Nada

Outubro ou nada
Poeta é Mario Quintana
É comecinho de mês
É começo de semana
 
A vida ninguém engana
Não tem volta esta estrada
Quero mais de uma vez
Quero ou tudo ou nada!


Maceió, 2017.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Viva o Circo!

Com seis anos de idade
Já trabalhava no mundo
No circo do seu Javem
Que foi meu avô segundo 
O primeiro era Vaivolta
E o circo era o São Raimundo.

Ruy do Caerá




terça-feira, 12 de julho de 2016

Linha de Cumieira

Linha de Cumieira


Chico Benvas meu amigo
Me preste bem atenção
Um homem da sua marca
Tem valor e tradição
Semente da Paraíba
Miolo de macaíba
És um tronco de mourão

Tu segues a tradição
Do teu velho Bevenuto
Se disser que está feito
É dizer absoluto
Cangalha de aroeira
Linha de cumieira
Lá no dizer do matuto

Pendendo pro absoluto
Eita rima complicada
Chegando 2015
Só quero comer coalhada
E a sobremesa mais pura
Um taco de rapadura
Ou senão uma cocada

Alerta rapaziada
Que o coco é de roda
Um alô pra Isabel
Esta amiga da moda
Balançando meu ganzá
Quero ir a Araxá
Sei que ela não se incomoda.

02 de Janeiro de 2015

Ruy do Ceára

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PABULAGEM

PABULAGEM

Na arte da poesia
Recebi um certo dom
Posso não ser dos melhores
Mas tem valor o meu tom
Sem querer me pabular
Eu acho que eu sou é bom

Minha viola tem som
Que anima a assistência
Posso não fazer repente
No nível da excelência
Mas quando pego um mais fraco
Bato sem usar clemência

Embora a minha aparência
De sujeito comportado
Me traga neste conceito
De ser pouco afamado
Chegando a hora precisa
Dou de conta do recado

Eu já bati em barbado
Que se dizia o tal
Da bandas do Ceará
Lá no meu solo natal
Eu só não vou citar nomes
Pois acho que pega mal

Uma vez no festival
Eu bati num cantador
Com tanta força o fiz
Com um osso de corredor
Que ainda hoje me arrependo
Peço perdão ao Senhor

Outra vez em Senador
Eu cantando um desafio
Fiz o vinte virar trinta
Mudei o curso do rio
Bati num cego a traição
Não pode nem dar um pio

Eu mesmo já desconfio
Que um tal de Benvenuto
Agora quer ser poeta
Estas coisas eu escuto
Longe está de ser poeta
Mais próximo de prostituto

Este meu verso matuto
Tem uma força estrondosa
Tem um poeta que se pela
Quando escuta minha prosa
Digo a primeira letra
Lhe chamam de Manga Rosa

Minha lira tão formosa
Humilhou o Camarão
E pra falar a verdade
Daqueles do meu sertão
Só respeito seu Bibi
Só por consideração

Maceió (AL), Abril de 2004.

OBS.Verso reencontrado em 03 de 2016 

Contatos

Para maiores informações, contato com o autor, dúvidas ou sugestões:
ruy.r@ig.com.br
ou
benita.rodrigues@hotmail.com

obrigada.