Com seis anos de idade
Já trabalhava no mundo
No circo do seu Javem
Que foi meu avô segundo
O primeiro era Vaivolta
E o circo era o São Raimundo.
Ruy do Caerá
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
terça-feira, 12 de julho de 2016
Linha de Cumieira
Linha de Cumieira
Chico Benvas
meu amigo
Me preste
bem atenção
Um homem da
sua marca
Tem valor e
tradição
Semente da
Paraíba
Miolo de
macaíba
És um tronco
de mourão
Tu segues a
tradição
Do teu velho
Bevenuto
Se disser
que está feito
É dizer absoluto
Cangalha de aroeira
Linha de cumieira
Lá no dizer do matuto
Pendendo pro absoluto
Eita rima complicada
Chegando 2015
Só quero comer coalhada
E a sobremesa mais pura
Um taco de rapadura
Ou senão uma cocada
Alerta rapaziada
Que o coco é de roda
Um alô pra Isabel
Esta amiga da moda
Balançando meu ganzá
Quero ir a Araxá
Sei que ela não se incomoda.
02 de Janeiro de 2015
Ruy do Ceára
segunda-feira, 11 de julho de 2016
PABULAGEM
PABULAGEM
Na arte da poesia
Recebi um certo dom
Posso não ser dos melhores
Mas tem valor o meu tom
Sem querer me pabular
Eu acho que eu sou é bom
Minha viola tem som
Que anima a assistência
Posso não fazer repente
No nível da excelência
Mas quando pego um mais fraco
Bato sem usar clemência
Embora a minha aparência
De sujeito comportado
Me traga neste conceito
De ser pouco afamado
Chegando a hora precisa
Dou de conta do recado
Eu já bati em barbado
Que se dizia o tal
Da bandas do Ceará
Lá no meu solo natal
Eu só não vou citar nomes
Pois acho que pega mal
Uma vez no festival
Eu bati num cantador
Com tanta força o fiz
Com um osso de
corredor
Que ainda hoje me arrependo
Peço perdão ao Senhor
Outra vez em Senador
Eu cantando um desafio
Fiz o vinte virar trinta
Mudei o curso do rio
Bati num cego a traição
Não pode nem dar um pio
Eu mesmo já desconfio
Que um tal de Benvenuto
Agora quer ser
poeta
Estas coisas eu
escuto
Longe está de ser
poeta
Mais próximo de
prostituto
Este meu verso
matuto
Tem uma força estrondosa
Tem um poeta que
se pela
Quando escuta
minha prosa
Digo a primeira
letra
Lhe chamam de
Manga Rosa
Minha lira tão formosa
Humilhou o Camarão
E pra falar a verdade
Daqueles do meu sertão
Só respeito seu Bibi
Só por consideração
Maceió (AL), Abril
de 2004.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
A Palavra Sai
A palavra sai
Para nunca mais
voltar
Mas a língua fica no
mesmo lugar
Me disse o poeta no
seu linguajar
Aí ta o nó para
desatar
Caminho difícil , a
explicação
Pois sai a palavra
por este mundão
Riscando os ares,
queimando o chão
Abrindo veredas no nosso
sertão
Ou navegando pelo
litoral
Tudo revolvendo como
vendaval
Trincando o concreto
e o eteral
Quem pode explicar,
pergunto afinal
A força que o
verbo na verbalidade
Ou mesmo na escrita
se vã ou verdade
Carrega consigo com
propriedade
A mesma palavra que
chama amizade
Fomenta a mentira a
fome a dor
Engana e confunde o
trabalhador
Pois vezes é voz do
rico opressor
Mas quero falar da
palavra amor
Aquela que gera a
arte e a vida
Que com a verdade é
comprometida
Que é nossa força que
é fonte da lida
Que irmã da justiça e
que da guarida
Aqueles que lutam
pela liberdade
Que amam a paz e a
fraternidade
Que dizem e escrevem
somente a verdade
Agora termino com
sinceridade
Pedindo ao verbo de
fato fiel
Origem e fim da terra
e do céu
Palavras de vida...
pro nosso Doutor... Emanuel!
Abril de 2014,
Nas Alagoas,
Ruy.
Poesia escrita a pedido do amigo João Emanuel e é parte integrante de sua Tese de Doutorado, defendida e aprovada em 2015.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Agora Eu Digo e Faço
Agora Eu Digo e Faço
Vou botar lá no meu Blog
Coisas que eu nunca fiz
Passar o dia tirando
Melecas do meu nariz
Fazer uma arapuca
E ir caçar com Catuca
Pegar graúna e concriz
Querendo ser mais feliz
Dar a palavra e fazer
Viver a vida todinha
Na regra do bem viver
Em tudo ser verdadeiro
Morar de novo em Salgueiro
Aí é que eu quero ver.
Arrochar prá ver doer
Torando pra emendar
Bater de novo em Manga
Que é seu costume apanhar
Cantar de novo em Aquino
Fazer coisas de menino
Pro povo se admirar
No meu repente falar
Da amizade verdadeira
Fazer um novo Cordel
Cantar no meio da feira
Com capa em xilogravura
Reinventar a cultura
Nordestina e brasileira
Recantar Mulher Rendeira
Tal um novo Lampião
Lembrar da grande figura
Do Padre Ciço Romão
Não esquecer um segundo
Do grande artista do mundo
Seu Luiz, Rei do Baião
Comer de novo pirão
De caldo, duma costela
Lembrar de uma namorada
Que tive, era banguela
E uma moto que comprei
Que a prestação não paguei
Vieram e tomaram ela
Vou comer sirigoela
Que é a fruta mais gostosa
De novo comer pamonha
Na casa de Dona Rosa
Se me danar vou à Roma
Comprar um quilo de goma
Deixo a Cúria em polvorosa
Se dane a gente invejosa
Que não entende a poesia
Que não sabe que o poeta
É como a ventania
Que sopra sem direção
Só ele sabe a razão
Valei-me Dona Luzia
Se apertar a gata mia
Pois pare de apertar
Hoje eu tô no Recife
Bem aqui perto do mar
Vaquejada é em Surubim
Poeta é Ruy Bacurim
Se lasque quem não gostar.
Dia dos Pais de 2015, na Terra do Frevo.
terça-feira, 14 de julho de 2015
Valei-me Nossa Senhora...
Valei-nos Nossa Senhora
Seja minha estrela guia
Iluminai o caminho
Da minha simples poesia
Pra de certo eu falar
No meu verso popular
Com sua sabedoria
De fato quem não queria
Estar no Planalto Central
Com os mestres educadores
Num momento especial
A historia revivendo
Refletir desenvolvendo
O humano potencial
Acho que é especial
Toda esta evolução
Cinquenta anos de história
Nesta Instituição
Reinventando a prática
Repensando a temática
Da nossa educação
Na nossa grande nação
Norte, sul, leste e oeste
Um pedaço especial
Chama-se o meu nordeste
Onde se aprende a sofrer
Mais se luta pra viver
Pois somos cabra da peste
Puxando lá do agreste
Do litoral ao sertão
Da Bahia vai subindo
Chegando ao Maranhão
Tem o cordel popular
E nele eu vou falar
Da nossa educação
É verdade meu irmão
O nordeste tem valor
A terra pernambucana
Deu-nos um educador
Paulo Freire abriu caminho
Pra ninguém andar sozinho
Pensar de grande teor
Pernambuco meu senhor
Do frevo e maracatu
De sabença popular
De volta de couro cru
É destaque nordestino
Tal Mestre Vitalino
Do barro em Caruaru
Vaqueiro do Pajeú
Dou a volta pelo mundo
Sabendo que o Saber
É primeiro sem segundo
Nos faz ter boa visão
Fonte de libertação
É valor mais profundo
Agora paro um segundo
Pra pensar na nossa Empresa
Que é grande por saber
De sabença de certeza
Que o saber corporativo
É nosso maior ativo
Causa da nossa grandeza
Isto é uma beleza
Estudar é o melhor plano
Desenvolver o pensar
Hora, dia, mês e ano
Prática corporativa
Educação mais ativa
Do potencial humano
Acho que não me engano
Volto ao mestre educador
Pra lembrar que a igualdade
E a união, têm valor
Ninguém liberta o irmão
Só a coletiva ação
É fazer libertador
Salve o nosso educador
Que provoca o pensar
Que passa o dia no Banco
E depois vai ensinar
Mas que aprende, de
repente
Nos torna mais consciente
No papel de educar
Agora vou terminar
Um parabéns de
verdade
O destaque é merecido
Dura a realidade
Salve os educadores
Salve os apoiadores
Salve a (nossa) Universidade.
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