segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cordel, Uma História Puxa Outra


O mais novo trabalho do Poeta está com uma ótima repercussão. Após o pré lançamento acorrido no dia 6 de Fevereiro, em breve ocorrerão mais eventos para divulgação do Livreto.
Para os interessados em adiquirir o "Cordel, Uma História Puxa Outra", eles encontram-se a venda na banca de revista Zumbi Dos Palmares que fica no centro e na banca de revista da Pajuçara em frente ao colégio Imaculada Conceição.
Mais informações é só entrar em contado conosco.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Entrevista

O cordel Uma História Puxa a Outra
Entrevista com o Poeta e Cordelista Ruy Rodrigues(Do Ceará) concedida à administração do blog em Janeiro de 2009.

Blog: Poeta, fale-nos sobre o seu trabalho "Cordel, Uma História Puxa a Outra”.
Ruy: Na realidade, este trabalho não é somente meu, é também do meu pai o poeta popular Heleno Rodrigues, são quatro histórias de cordel em um só livrinho. É o trabalho que estou divulgando no momento, e está saindo com o patrocínio da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió, para quem mando meu agradecimento!
Blog: Qual é a temática desse trabalho?
Ruy: O livreto de cordel tem 4 histórias e todas tentam deixar para o leitor uma mensagem de reflexão e possível mudança.
Blog: E são trabalhos novos?
Ruy: Os trabalhos foram feitos em datas diferentes, os temas permanecem atualíssimos, mas juntos formam um novo trabalho.
Blog: O que você acha do momento atual do Cordel e da Cultura Popular?
Ruy: Olha, eu acho que existe hoje uma resistência no sentido da valorização do que é mesmo a cultura popular...o Nordeste é um espaço que se renova, sofre, mas não desanima. E como já falei, viva a cultura Nordestina e a arte popular!!!!!
Blog: Para 2009 o que teremos, quais são seus projetos?
Ruy: Muita coisa vai rolar, além do momento atual que estou divulgando o livreto de cordel com apresentações, palestras, etc, temos outros novos trabalhos de poesia, além de uma releitura e disponibilização de alguns trabalhos de teatro popular.

Então, para todos um 2009 de muita luta, arte e cultura popular Nordestina

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

E Agora Poeta?

E AGORA POETA?

Minha terra é fecunda
De poetas populares
Tem uns que são exemplares
Outros são irregulares
Envergonham a profissão
Tem uns que enganam bem
E ficam num vai-e-vem
Uns que não valem um vintém
É grande a relação

Uns em grandes patamares
Vivem da cantoria
Estes têm o dom de poesia
A santa sabedoria
Lhes têm predileção
Nem sempre reconhecidos
Vivem uns dias sofridos
Sem sustentos garantidos
Falta melhor condição

Outros têm a poesia
Como amiga e companheira
É a vertente certeira
De amar a vida inteira
A cultura do sertão
São estes adoradores
Se inspiram nos trovadores
São os vates amadores
Mas fiés à vocação

Se eu falar nos cantadores
Da terra ou agregados
Simplórios ou graduados
Presentes ou dos passados
Formam uma procissão
Na mente vem de primeira
Nosso Lourival Pereira
E também vem Zé Ferreira
Mestre da improvisação

Antigos mais afamados
Muito eu ouvi “fala”
Antonio Maracajá
Pois Geraldo pra “canta”
No inicio da profissão
Tem Paulo e tem Vicente
Nesta arte do repente
“Home” olhe é tanta gente
Na história do meu torrão

Partindo pros meus parentes
Seu Heleno tem história
Dou a mão à palmatória
Pois a sua trajetória
Tem singular condição
É artista popular
Difícil de se encontrar
É completo sem faltar
Digo sem bajulação

Nossa família é notória
Tem poetas criativos
Não se submetem à crivos
Seus versos não são cativos
De escolas ou de padrão
Rimando sem nos dar trégua
Pensando a uma légua
Poeta Chapéu de Égua
Meu primo e quase irmão

Porém um dos mais altivos
De nome, o mais famoso
Com sua fama zeloso
Porém pouco operoso
Se agarra no seu bordão
Um poeta meio de feira
Que só fala a vida inteira
“Cantei com Geraldo Pereira”
Eu não agüento isto não

Eita poeta orgulhoso
Só tem o nome e mais nada
A mente está apagada
Sua fama azedada
Só serve para o lixão
És o mais fraco da lista
Nunca foste repentista
Cuide de ser motorista
Se não, não ganha o feijão

A verdade ta falada
Quem quiser que se agüente
Sou poeta competente
Eu só falo consciente
Não deixo interrogação
E se alguém achar ruim
Procure Ruy Bacurim
De Salgueiro a Surubim
De Maceió ao sertão.

Ruy Rodrigues

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O encontro de Zé Gamela e Antônio Bacana

O encontro de Zé Gamela e Antônio Bacana - Fragmento de a Feira do Balacobaco


Contatos

Para maiores informações, contato com o autor, dúvidas ou sugestões:
ruy.r@ig.com.br
ou
benita.rodrigues@hotmail.com

obrigada.