segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

ANDIROBA e COPAÍBA

ANDIROBA E COPAÍBA


Refrão

Macaco Velho

Não põe a mão em cumbuca

Mas tem gente tão maluca

Que sofre por não pensar

Tem andiroba

Copaíba no juízo 

Pra não tomar prejuízo

eu resolvi coquear


O coco é bom

Mas é feito rapadura

Tem a casca tão segura

Difícil de se arrancar

Calango tango 

Caranguejo e lacraia

Forró na Rua da Paia

Só papai soube cantar


Tem volta inteira

Volta e meia é perigosa

Tanta história mentirosa

Pra quem quiser se enganar

Abro o ouvido

O quengo é o principal

No mato ou na capital

Cabeça é pra funcionar


E tenha tento

Tem caminho perigoso

O bicho é engenhoso

E doido pra te pegar

Seu mequetrefe

Vejo tua ratoeira

Mas cipó de aroeira

Volta e vem de açoitar


Tem um ditado

Diz que cega é a Justiça

Lenta que nem a preguiça

Mas um dia vai chegar

Capim canela

Erva doce e capim santo

Um dia esse nosso canto

Vai vitória celebrar.

terça-feira, 19 de março de 2024

I Simpósio Legado D. Jose Mauro. 60 anos da Diocese de Iguatu(CE)

 Com o coração repleto
De Esperança e Alegria
Queremos fazer memória 
E sonhar um novo dia.
 
 Meu povo diocesano
Aqui vai nosso chamado
Pois o tempo é de esperança
Rememorando o passado
Refletindo no presente
Ver os frutos, a semente
De D. Mauro o Legado
  
É o Simpósio falado 
É agora em Fevereiro 
Na cidade de Iguatu
Este solo altaneiro
Dia de Celebração Relembrando toda ação
Do nosso Bispo primeiro
 
 Veja bem meu companheiro
Quem está Ihe convidando
É o Instituto D. Mauro
Que está organizando 
Esta nossa entidade
Quer trabalhar de verdade
E a Diocese apoiando
 
 60 anos passando
E temos que celebrar 
E pensar o que fazer 
Pensar como melhorar
A vida do nosso povo
Com sonhar o bom novo 
Venha então participar

Qualquer um pode chegar
O convite é geral
A história é muito linda 
E o momento atual 
Exige nossa união Fé, coragem e ação 
Vamos juntos pessoal

Fevereiro é Carnaval
D. Mauro é Música e Poesia
Com o coração repleto
De Esperança e Alegria
Queremos fazer memória
Repensar a nossa história
E sonhar um novo dia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

 

CANTANDO CIÊNCIA


Resolvi cantar ciência

Pro povo se admirar

Irei fundo nos gametas

No abismo nuclear

Nas divisões celulares

Do galope a beira-mar

 

Na sextilha popular

No “dez-pés” ou no mourão

Vou lascar genes alelos

Membranas e rotação

Vou misturar tudo agora

Nas oitavas de quadrão

 

Nosso núcleo em fusão

Do velho Darwin sabido

Os vasos comunicantes

De um zigoto perdido

Tenho que escrafunchar

no oitavão rebatido


Vendaval enfurecido

DNA sobre humano

Nossa trigonometria

Teorema euclidiano

Tudo se tem na ciência

Do martelo alagoano

 

Formação do minuano

Seringa e estilete

Chave e não pertence

Parêntese e colchete

Vem da pura matemática

Cantada num gabinete

 

Essência de sabonete

Quase a nona maravilha

Cromossomos afluentes

Lá na queda da bastilha

Rotação e translação

É a terra na carretilha

 

A potência de uma pilha

Num foquite iluminado

O Farol de Alexandria

Um cateto improvisado

Teorema de Pitágoras

Canto num mourão voltado

 

Quem ficar admirado

Não responda a questão

Pois o “Aedes aegypti”

Causou tanta confusão

Neste Brasil de caboclo

De mãe preta e pai João

 

Numa noite de São João

Tem ciência em garantia

Vai o matuto e aquece

O ar e o balão subia

Sem ter estudado em livro

Diz a santa poesia

 

Pra cantar filosofia

Perna de protozoário

Os namoros dos gametas

Galáxias do planetário

Só quem estudou Camões

No velho abecedário

 

O coronel Belizário

Fez coisas que ninguém faz

Estudou os componentes

Daquela cola tenaz

Eita Brasil de mãe preta

Preto velho e pai Tomáz

 

Na nossa busca  de paz

Vejo a pureza da rosa

E o Bush por ambição

Vai em rota perigosa

Não vale um peido da gata

Não vale a mais fraca glosa

 

Monalisa tão formosa

Tem mistério no olhar

Esta tal La Gioconda

O sorriso é de encantar

Nem Romano da Mãe d’água

Saberia explicar

 

E agora pra terminar

Dois mil e cinco era o ano

O tempo é mestre de tudo

Nunca comete engano

Fecho Cantando Ciência

No Rojão Pernambucano.

Nota : Verso feito em 2005 e hoje, dia 24.01.2023, fiz a Sextilha derradeira, por acaso vi este Verso  e vi que estava por terminar, já pensou.

Ruy Rodrigues – Na terra das lagoas

                                     de 2005.

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Megalocéfalo

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

 Ao Poeta Manga Rosa


Este tal de Manga Rosa

É um sujeito presepeiro

Ganhou este cognome

Lá no Rio de Janeiro

Hoje então no Iguatu

Quer ser em tudo o primeiro


Eu que morei em Salgueiro

Caruaru, Surubim

Hoje estou em Maceíó

E penso não ser assim

Ele tem que respeitar

O grande Ruy Bacurim


Sempre que ele vem a mim

É sempre a mesma besteira

Que já cantou uma vez

Com Severino Ferreira

Que lhe homenageou

Geraldo Amancio Pereira


Nossa Iguatu Inteira

Ouve a conversa insana

Mas na hora de cantar

Até a si mesmo engana

Pois só diz uma besteira

Quando está cheio de cana


Vá procurar a cigana

Que ganhou o seu vintém

Que lhe enganou com conversa

Com coisa lá do Além

Pois poeta na família

Só tem eu e mais ninguém.





segunda-feira, 7 de junho de 2021

São João Sem Fogueira.

 Olha pro céu meu amor

Linda noite estrelada

Ví  meu rosto na bacia

Já era de madrugada

A fogueira  não queimou

E até agora nada


Veja que coisa engraçada

No céu não tem um balão

Nem na Tonga da Mironga

Não se solta um rojão

E não tem tanta fogueira

Nem quadrilha no salão


Não se vê nenhum clarão

Milho assado no terreiro

Falta tiro de ronqueira

Neste Nordeste inteiro

Falta o Arrasta Pé

E o som do sanfoneiro


Não bate o zabumbeiro

Pras meninas de espalhar

Nem bicada de cachaça

Nem gosto pode tirar

Viva São João e São Pedro

Não ouço ninguém gritar


A água a se  derramar

Nem vi rosto na bacia

Por isso que eu fiquei triste

Um Junho assim quem diria

Acode meu Santo Antonio

Valei-nos Santa Maria


Deus nos dê sabedoria

Pra cada um entender

E mudar para melhor

Nossa vida renascer

E uma festa de fato

Em breve vamos fazer


Quero bem alto dizer

De dentro do coração

Salve a Paz e a Justiça

Salve a gente do sertão

Viva nosso Santo Antonio

Viva São Pedro e São João.


       Maceió, Junho 2020.





domingo, 6 de junho de 2021

Nossa Fé Popular

 

A fé , uma coisa simples

Mas também complicada

E a nossa Fé popular

Em Deus está embasada

Não no nosso Deus exclusivo

Mas no Deus Infinitivo

A essência inalcançada


Veja que a nossa estrada

É  múltipla, universal

E o Deus amigo da gente

É Deus Pai-Mãe, fraternal

Que diz que a simplicidade

O crer, na pura humildade

É o caminho real


Pois muito bem pessoal

É assim a nossa Fé

Do homem que tá na roça

De quem nos diz: Paz Axé

No terreiro da Irmandade

No altar , no Candomblé


De quem vai ao Canindé

Ou de quem se faz romeiro

Devotos do Padre Cícero

O Santo do Juazeiro

Ou de quem lá no sertão

Rezou com Frei Damião

Caminhante verdadeiro


Quem abre o seu Terreiro

Pra saudar seu Orixá

Pra cantar a tradição

Balançando o xaxará

Ou vendo um novo amanhã

Saudando o Pai Tupã

Saudando o Pai Oxalá


Carregando o patuá

Os bentos, as orações

Todos têm suas crenças

Trazidas por gerações

Sentindo e acreditando

A fé do povo pulsando

Mantendo as tradições


Sincretismo, orações

Ex-votos, promessas até

Índio, Negro, Branco, todos

Pois Nosso Deus um só é

Sua essência : o Amor

Acreditar tem valor

Assim seja nossa fé.


Nas Alagoas, Junho de 2020.



 









  

De Palavra em Palavra.

 A palavra sai

Para nunca mais voltar

Mas a língua fica , no mesmo lugar

Me disse o poeta, no seu versejar


Aí tá o nó, para desatar

Caminho difícil, a explicação

Pois sai a palavra por este mundão

Riscando os ares, queimando o chão


Abrindo veredas, no nosso sertão

Ou navegando vasto litoral

Tudo revolvendo, como vendaval

Trincando o concreto e o eteral


Quem pode explicar, pergunto afinal

A força do verbo, na verbalidade

Ou mesmo na escrita, se vã ou verdade

Carrega consigo com propriedade


A mesma palavra que chama amizade

Fomenta a mentira, a fome a dor

Engana e confunde o trabalhador

Por vezes é voz do rico opressor


Mas quero falar da palavra amor

Aquela que gera a arte e a vida

Que com a verdade é comprometida

Que é nossa força e fonte da lida


Que irmã da Justiça e que dá guarida

Àqueles que lutam pela liberdade

Que amam a paz e a fraternidade

Que dizem e escrevem somente a verdade


Agora termino com sinceridade

Pedindo a quem tem toda inspiração

E de palavra em palavra unir compreensão

Do início da Tese à Conclusão.


(Para João Emanuel Benvenuto de Ancelmo, agora Dr. Emanuel, Abril de 2014.ç









quarta-feira, 24 de março de 2021

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


https://youtu.be/TSr8e6iHjZM

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Toada de Boi Alagoano.

 Ê boi Ê (Repete 4 x )


Ref.  Dança meu Boi

         Encanta Geral

         Entra no cortejo

         Deste Carnaval !



Puxa meu vaqueiro/Teu Verso tuas loas/Mostra o teu Boi/Para estas pessoas/Vem para a folia/É nas Alagoas.


Rebate esta caixa/Puxa teu cordão/O boi é valente/Vem lá do sertão/Mostrando valor/E animação


Afasta prá lá/Ôh Boi Mandingueiro/Hoje é Folia/No Novo Terreiro/Cuidado com o Boi/Valente |Vaqueiro.



segunda-feira, 16 de novembro de 2020

 Sexta dia 13.


Saí numa Sexta Feira
Pro trabalho atrasado
Levei logo uma topada
Na calçada do mercado
Senti logo: este dia
É um dia atravessado

Assim já preocupado
Tentei logo me cuidar
Encontrei com um credor
Tentei me desvencilhar
Mas nisto não tive sorte
Vi que o dia era de azar

Cheguei para trabalhar
O chefe logo chamou
Falou que a pandemia
A crise só agravou
Que eu estava demitido
Assim na lata falou

A mulher telefonou
Disse faltou gás agora
Eu disse não é  possível
Me valha Nossa Senhora
Com um dia desse jeito
Vou pra casa sem demora


E quando cheguei lá  fora
A energia faltou
O meu corpo se tremeu
Uma angústia me tomou
Nisso a minha mulher
Com força me acordou

Foi um sonho que passou
Me retornou a alegria
Sonho é tudo ilusão
Meu avô já me dizia
Mas quando olhei na Folhinha
Era Sexta 13...o dia !

(Versos feitos a pedido da Academia Alagoana de Literatura de Cordel
 no dia 13 de Novembro de 2020.)





sexta-feira, 14 de agosto de 2020

LAUDENIR CINQUENTÃO

 LAUDENIR CINQUENTÃO


Tava eu aqui em casa

Cuidando do meu vocal

Quando quase por acaso

Não um acaso banal

Eu soube que esta quinta

É um dia especial

 

Olha aí meu pessoal

Agora não posso ir

Para o meu Iguatu

Tocar e me divertir

E se fazer presente

Nas eras de LAUDENIR

 

Eu sei que ele vai rir

E talvez até chorar

Com a presença dos presentes

Eu, sem poder estar

Mas mando o meu recado

No meu verso popular

 

Para parabenizar

Falando só a verdade

Laudenir é destes cabras

Que amam a sinceridade

Talvez seja este um dos motivos

De eu lhe ter tanta amizade

 

Não vou falar da saudade

Só vou falar do amor

A vida é um mistério

Só sabe Nosso Senhor

Laudenir tem seus defeitos

Mas tem muito mais valor

 

Pra senhora e pro senhor

A verdade vou dizer

Um defeito que ele tem

Isto é certo pode crer

Leva   minha mãe pra bares

E lhe obriga a beber

 

Faço verso com prazer

Minha rima é formosa

Às vezes faço elogio

No verso e também na prosa

E Laudenir só elogia

O poeta Manga Rosa

 

A coisa tá perigosa

Tô longe, ainda bem

Saúde e paz meu irmão

Desejo que intere cem

Parabéns, bênçãos de Deus

Que os anjos digam amém

 

 Maceió (AL), 14 de Julho de 2016

 Poeta Ruy Bacurim

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Mote :Eu  ainda  sinto o cheiro, do café que mãe fazia.

           Meu  irmão Rivelino me mandou um áudio com poetas repentistas fazendo repentes com o mote. Achei bom o mote e resolvi fazer alguns, mesmo sem ser de improviso (quem me dera), falando de papai, mamãe, Riva, nossa casa...   Lá vai.

Eu lembro muito meu pai
Não gostava de Café
Mas era um homem de fé
Do pensamento não sai
A saudade ainda vai
Machucando todo dia
Tendo leite ele bebia
Era muito presepeiro
Ainda hoje eu sinto o cheiro
Do café que mãe fazia

Tinha um pé de caju
Plantado lá no quintal
Na minha terra natal
Minha querida Iguatu
Tiragosto de Pitu
Na telha sempre caia
Quando seu Bibi, Bebia
Se deitava no terreiro
Dormia sentindo o cheiro
Do café que mãe fazia

Uma vez faltou o saco
Ou pano como se chama
Papai deitado na cama
Pulou que nem um macaco
Na meia tinha um buraco
A meia que ele vestia
D.Neuba não queria
Ele mandou zombeteiro
Inda hoje sinto o cheiro
Do café que mãe fazia

Outra vez inda menino
Faltou pano pra coar
Seu Bibi mandou tirar
A sunga de Rivelino
Que era bem pequenino
E de nada entendia
Sua cueca neste dia
Virou coador ligeiro
Ainda hoje sinto o cheiro
Do café que mãe fazia

Fazia e ainda faz
Por uma Graça Divina
Vive bem a sua sina
Mulher de fibra e capaz
É portadora da paz
Dona da Sabedoria
Nora de Dona Luzia
E de Henrique guerreiro
Ainda hoje eu sinto o cheiro
Do café que mãe fazia

Por morar em Maceió
Não sinto o cheiro agora
Mas eu sei que qualquer hora
Compro seis quilos de pó
Santa Clara ou Seridó
Tupy me dá nostalgia
Vou em casa qualquer dia
Dois filhos sou o primeiro
Vou sentir de novo o cheiro
Do café que mãe (faz) fazia.







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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020


A MEIZINHA

Não sou de apologia
Ao que gera confusão
Mas também quero respeito
À toda opinião
Meu amigo me escute
Veja se tenho razão

Eu, nascido no sertão
Na zona jaguaribana
Na terra de Alencar
O poeta não se engana
Peguei uma discussão
Neste final de semana

Pois um sujeito sacana
Veio com tal piadinha
Porque eu, quase gripando
Fui tomar uma meizinha
Disse ele ser safadeza
Aquela atitude minha

Aí não minha santinha
Enterrei os pés no chão
E parti com quatro pedras
Pra riba do cidadão
Defendendo a meizinha:
Cachaça, mel e limão

É remédio meu irmão
Melhor que Redoxon
Digo e não peço segredo
Eu não arredo do tom
Sendo na medida certa
Logo o cabra fica bom

Olha o velho Abdon
Provando amargo fel
Com difruço e estalecido
Se indo em del em del
A catarreira acabou
Com limão, cachaça e mel



O primo Salatiel
Quase que bate a cabaça
Com uma tosse infeliz
Cachorro doido de praça
Seu  pulmão ficou “novin”
Com mel, limão e cachaça

Quem quiser que ache graça
Ontem eu tava amorrinhado
Espirrando e um zumbido
No ouvido deste lado
Juntei mel, limão, cachaça
Tomei tudo misturado

Hoje vejo o resultado
Já parou de escorrer
O catarro do nariz
Só tu vendo pra tu crer
Oh mistura abençoada
Meizinha do bem querer

Eu garanto pra valer
Cachaça, mel e limão
Se quiser Rabo de Galo
Mas já é outra versão
Cura isso e algo mais
Arrelique do sertão

Serve pra constipação
E espinhela caída
Pereba braba e unheiro
E mal de mulher parida
Pra frieira e dordói
É de cura garantida

Pra gente esmorecida
Desses que tem o buchão
Lombriga a três por quatro
Com jeito de amarelão
Recomendo só três doses
De mel, cachaça e limão



Quem não cumpre obrigação
E vive desiludido
Em falta com a patroa
Zuada no pé do ouvido
Tome doses reforçadas
Se não resolver: duvido

O compadre Aparecido
Com  úlcera rebentada
Com limão, cachaça e mel
E um “mastruzinho” de nada
Ficou bom em quinze dias
Oh meizinha abençoada

Mas você meu camarada
Me preste bem atenção
Tome na medida certa
E não faça profissão
Se não você se arromba
Com mel, cachaça e limão



Maceió (AL), Fevereiro de 2020,



Ruy Rodrigues.









sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A Bicharada.


A Bicharada.


Chico Benvas meu amigo
Me preste bem atenção
Sou poeta nordestimo
Nascido lá no sertão
O que é que você acha
de Farol e Camarão ?

Ou mesmo de Cabeção
Poliglota e Megalógico
Tu lembra do Baleado
De Cangalha antológico
Tinha tanto bicho alí
Parecia um zoológico

Pra provar não ser ilógico
Vou falar de Cafimfim
Tinha o Zé Carioca
Que já foi pro Mar Sem Fim
E quem peste me chamou
De cara, de Bacurim ?

Antes tu era Fransquim
Mas teve o nome mudado
Pois alí era difícil
O cabra ser respeitado
Ao invés de Benvenuto
Chamavam de Amassado

Recordação do passado
Mas tudo só brincadeira
Lembro do Gordão Legal
E Salsicha de primeira
Tinha uma, era  Matraca
Por ser muito faladeira

Não pense que foi besteira
Falo com muita emoção
Lembro Assis Panelada
Jacaré da confusão
E namorando Filó
Tinha o Joaquim  Mamão

Trabalho e diversão
Chica Neide foi pro Céu
E o nosso Capitão Gancho
Também foi de déu em déu
E completando a lista
Tinha o famoso Xexéu

O Tempo pro Beleléu
Falta muitos neste rol
Fazer o tempo voltar
Peneira tapar o sol
Mas me diga o que tu acha
De Camarão e Farol ?










segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Vendaval


 Tremei velhos penduricalhos
Bibelôs e berloques chorem
Livros e revistas implorem
Se agarrem velhas colchas de retalhos

Armários e mesas falhos
Acenem para nunca mais
Traças e aracnídeos digam ais
Vão  embora seus versos de morada

Pois o vento na sua ventarada
Sopra impune e os leva para a lixeira
Se brincar leva a dispensa inteira
Nova sala, novo caos,nova ordem

Aí daqueles que discordem !




segunda-feira, 30 de setembro de 2019


GENEALOPOESIA


José Rodrigues de Souza
Casou-se com Mariana
Eles moravam na Cobra
Se o Espírito não me engana
Na Serra do Cariri
Município de Santana

A mulher tinha uma mana
Uma matuta trigueira
Eram da família Alves
Gente da lida roceira
Casou-se com um senhor
Pedro Alves de Oliveira

Numa lida verdadeira
Nos campos desse sertão
Foram tendo os seus filhos
Pedindo a Deus proteção
Crescendo e multiplicando
Cumprindo sua missão

De toda “ famiação”
Só de alguns eu falarei
Até porque na verdade
Quantos foram eu não sei
Quem sabia já se foi
E isto não perguntei

Como antes eu falei
Dos filhos de seu José
Eu falarei só de tres
Veja a história como é
Antônio, Silvino e Henrique
É verdade ponha fé

Por Jesus de Nazaré
A Dona Maria Rosa
A esposa de seu Pedro
Na luta vitoriosa
Teve Antônia, Moça e Luzia
E a história fica gostosa

Continuando a prosa
A coisa vai complicar
Pois não é que estes seis
Resolveram se casar
Não sei como começou
Mas o fim eu vou contar

Antônio foi se engraçar
Viu que Antônia lhe queria
Silvino gostou de Moça
Se casaram um belo dia
Seu Henrique não foi bobo
E se casou com Luzia

E pela santa poesia
Vejam esta trajetória
De luta e de sofrimento
Mas também sei, de vitória
De Henrique e de Luzia
É que vem a nossa história








       Meu povo, estes versinho populares, foram feitos a partir de uma conversa que tive com meu querido Tio Antônio, entre final de 2017 e início de 2018, achei importante partilhar, principalmente com os bisnetos de seu Pedro Alves de Oliveira e Dona Maria Rosa Alves e seu José Rodrigues de Souza e Dona Mariana Alves.
        De seu Henrique e Dona Luzia para cá, cada um que conte sua história.

Nas Alagoas, Setembro de 2019
Ruy Rodrigues.























Contatos

Para maiores informações, contato com o autor, dúvidas ou sugestões:
ruy.r@ig.com.br
ou
benita.rodrigues@hotmail.com

obrigada.